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No 1º de Abril, em ano de copa do Mundo, mentiras e verdades a respeito da preparação do Brasil para o acontecimento maior do Futebol

O que foi dito, o que realmente aconteceu e o que ficará de lembrança sobre o Mundial da Fifa de 2014

Investimentos públicos 0, iniciativa privada quem custeará o Mundial de 2014

Mesmo antes de 2007, ano em que o Brasil foi oficializado como sede do Mundial 2014, o hoje ex-presidente Lula, dizia que a Copa de 2014 não teria dinheiro público. Ricardo Teixeira, volta e meia afirmava: "Uma Copa bem organizada é aquela que tem recursos prioritariamente do setor privado". Hoje, a pouco mais de dois meses para o Mundial de 2014 aqui no Brasil, dinheiro público foi praticamente o unica via de financiamento para o evento maior da Fifa. Resultado, 97% do dinheiro investido nas arenas é governamental. Com isso, mais gente inconformada, protestos contra a realização do evento aqui no brasil, escolas, hospitais sucateados continuarão Deus sabe lá até quando e os cofres públicos com menos dinheiro, corrupção, super faturamento e etc.

Quanto as Arenas, seus orçamentos seguirão como planejado

Os primeiros orçamentos para construção e reformas de estádios para Copa de 2014, tinham valores que já eram considerados altos e, o decorrer desses sete anos, todas as arenas tiveram gastos bem acima das primeiras estimativas de orçamentos. em 2007. O orçamento de todas as arenas era de aproximadamente R$ 2,8 bilhões. Nos dias atuais, a conta já passa de 8 bilhões, aumento de quase 300% em relação ao plano inicial. Veja no final do post o orçamento de todas as arenas da copa 2014

Ainda sobre as arenas, outro fato, outra mentira, é no que diz respeito ao prazo de entrega das arenas. A triste realidade é que algumas nem passarão por testes satisfatórios antes de serem usadas nos jogos do mundial. A Fifa, desde o inicio recomendou que os estádios a serem usados no mundial deveriam estar prontos em dezembro de 2013. Resultado: Poucos foram entregues antes do prazo, muitos passaram deste prazo e a Arena Corinthians, palco da abertura do evento, ainda está em obras e nem sequer recebeu uma partida oficial.

A mentirada dos projetos de mobilidade urbana

Quanto as obras de mobilidade urbana, como o monotrilho de São Paulo, transporte público em Manaus ou o VLT de Brasília, seguem na mesma linha de promessas. Burocracia, atrasos e muito dinheiro envolvido. O monotrilho de São Paulo não ficará pronto para o Mundial. Foram anos de construção, muito atraso e em 2012 foi anunciado que não ficaria pronto a tempo pára a Copa. Em Manaus a mesma coisa: ao saber de sua presença entre as cidades sede para o Mundial de 2014 no Brasil, a capital da Amazônia foi logo apresentando um projeto ambicioso, ousado de mobilidade urbana, que contava com um monotrilho e um BRT, porém, segundo o governo estadual e municipal, muita burocracia atrasaram o inicio das obras, e consequentemente foram tiradas da lista de encargos para a Copa.
Em Brasilia não foi diferente: O VLT da capital federal ficou pelo caminho, com os trabalhos iniciados em 2007, findou em 2010 por conta de muitas denuncias de corrupção. Em 2012. A obra saiu do caderno de encargos da Copa.

Os aeroportos são vitimas, tambem, de muita mentira

Os aeroportos brasileiros que tinham na realização da Copa aqui no Brasil a chance de evoluírem e se adequarem a nova realidade do país, que cada vez mais tem crescimento de usuários deste tipo de transporte, neste 1º de abril, também vem protestar contra as mentiras ditas até aqui. Após o anuncio da escolha do Brasil em sediar a Copa de 2014, promessas de reformas ecoaram de todos os lados, projetos apresentados, trabalhos que começaram, alguns pararam, outros atrasados ficam para depois do mundial. Os aeroportos de Cuiabá e Fortaleza são os únicos que devem concluir a tempo suas obras de reforma. Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Manaus e Curitiba não entregarão as obras com 100% dos trabalhos concluídos até o inicio do Mundial, a quase dois meses e meio para o jogo de abertura entre Brasil e Croácia.

Outra arte de pinóquio para este mundial de logo mais é no que diz respeito a tecnologia de internet 4G. Tecnologia existente em países da Europa e nos Estados Unidos, foi um ponto forte quando o Brasil foi apontado como anfitrião da Copa 2014. Hoje, especialistas do setor de telecomunicações são unanimes em dizer que não estará implantado o sistema em todas as cidades sedes para o Mundial, e mesmo as que tiverem o serviço disponível, por possuir frequência do 4G diferente da dos paises europeus e do norte-americano, não funcionará 100%.

nem mesmo a Fifa, órgão máximo do futebol mundial, escapa do 1º de abril. Digo isso porque ela não cumpriu o que se prontificou a fazer caso a brasil não resolvesse todos estes problemas de atrasos, ameaçando cidades sedes de não participar do evento, como foi o caso de Curitiba e a arena da baixada. Com trabalhos muito atrasados, a Fifa deu o ultimato até o dia 18 de fevereiro ou a Copa deixaria a cidade. Resultado: até agora segue com atrasos e o local segue como palco para o Mundial.


Veja um comparativo dos orçamentos iniciais e finais das arenas brasileiras para a Copa do Mundo


Recife: Arena Pernambuco

Custo inicial: R$ 529,5 milhões
Custo final: R$ 532,6 milhões

Brasília: Estádio Nacional Mané Garrincha

Custo inicial: R$ 745,3 milhões
Custo final: R$ 1,4 bilhão

Rio de Janeiro: Maracanã

Custo inicial: R$ 600 milhões
Custo final: R$ 1,05 bilhão

Curitiba: Arena da baixada

Custo inicial: R$ 184,5 milhões
Custo final: R$ 326,7 milhões

São Paulo: Arena Corinthians

Custo inicial: R$ 820 milhões
Custo final: R$ 820 milhões

Porto Alegre: Beira Rio

Custo inicial: R$ 130 milhões
Custo final: R$ 330 milhões

Natal: Arena das Dunas

Custo inicial: R$ 350 milhões
Custo final: R$ 400 milhões

Cuiabá: Arena Pantanal

Custo inicial: R$ 454,2 milhões
Custo final: R$ 570 milhões

Belo Horizonte: Mineirão

Custo inicial: R$ 426,1 milhões
Custo final: R$ 695 milhões

Fortaleza: Arena Castelão

Custo inicial: R$ 623 milhões
Custo final: R$ 518,6 milhões

Salvador: Arena Fonte Nova

Custo inicial: R$ 591,7 milhões
Custo final: R$ 689,4 milhões

manaus: Arena Amazônia

Custo inicial: R$ 515 milhões
Custo final: R$ 669,5 milhões

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